Por Ana Raimundo Santos

Nas últimas semanas, muitas têm sido as vozes que se têm levantado conta o final da quinta temporada da «Guerra dos tronos». Jon Snow morre no final do último episódio.

Até ver, nada de novo, para a série em questão. Se bem se recordam os fãs, como eu, no final da primeira temporada, uma das principais personagens — Ned Stark — é decapitada. Este cenário de mortes violentas e sangrentas repete-se, ao longo das quatro temporadas que já vi. Devo admitir que esperei pelo final da quinta, para a ver de seguida, e ainda não comecei. Confesso que estou muito curiosa por ver algumas das cenas que tanta polémica têm causado junto do público, como a violação de Sansa por Ramsey, a humilhação pública de Cersei e a morte de Jon Snow. A curiosidade acentua-se em virtude das reacções acesas dos fãs, que têm demonstrado uma revolta incompreensível, relativamente às cenas que tanto quero ver e avaliar.

A «Guerra dos tronos» é uma série violenta, que envolve muitas mortes sangrentas; e disto não há dúvida. Mas é apenas uma série; e assusta-me a incapacidade que alguns fãs têm de compreender isso mesmo — ficção é única e exclusivamente ficção.

Mas o exemplo que dei não é isolado. Há bem pouco tempo, aconteceu algo semelhante na séria «Anatomia de Grey», na qual Derek Shepherd morre, na sequência dum violento acidente de automóvel. Sim, Derek era uma das principais e mais queridas personagens, mas o seu papel chegou ao fim. Nada que me pareça dramático ou digno de abaixo-assinados, como aconteceu nos EUA, onde surgiu uma petição, assinada por milhares de fãs, para ressuscitar Derek.

Sou fã assumidíssima de ambas as séries e de mais umas quantas e sei que, como eu, há milhões de pessoas pelo mundo fora.

Mas, meus caros, ser fã não é ser fanático. Tal como referi e repetindo-me de forma propositada, ficção é ficção, nada mais do que isso, e é importante não perder essa noção.

Nos últimos anos, as séries de culto têm-se sucedido umas às outras, com maior ou menor qualidade, mas sempre com aqueles elementos viciantes que nos colam ao ecrã e nos fazem ansiar pelo episódio ou pela temporada seguinte.

Mas a vida acontece fora do ecrã e é disso que não nos podemos esquecer. Fascínios sim, fanatismos não!

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