Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Quinta-feira, 4 de Agosto de 2005. Ainda à tarde. Ainda em Bruxelas.

Lanchámos no Parque de Bruxelas, mesmo em frente ao Palácio Real (que é esplendorosamente digno dum rei), tirámos uma fotografia junto à estátua da «Menina com uma concha na mão» e prosseguimos caminho. Do outro lado do parque, vimos o Palácio do Parlamento — o que faz sentido, pois assim tínhamos o rei e o parlamento frente a frente, com um parque de permeio. O destino seguinte era, no entanto, a Catedral. E que grande catedral eles têm em Bruxelas! Não tão grande como a de Amiens [1], mas, ainda assim, imponente. Numa palavra: gostámos.

A poucos metros da Catedral, ficam as Galerias St. Hubert, onde o Guê se deliciou com uma preciosidade: uma barra do mais fino e saboroso chocolate belga. Que delícia! Só a lembrança, na hora da escrita, da suavidade com que cada quadrado do mais puro chocolate se derreteu na boca, inundando os sentidos, faz lá querer voltar.

Chegar à Praça Maior foi difícil, pois, pelo caminho, entrámos em inúmeras lojas, em busca de recordações da nossa estadia na Bélgica. Quando, finalmente, chegámos, ficámos fascinados com as construções que a rodeiam. Apesar de não ter as dimensões nem a monumentalidade de Paris, é, não obstante, uma praça ao mesmo tempo magnífica e acolhedora. Ficámos indecisos quanto à fachada de que gostávamos mais, pelo que fotografámos tudo. Já o Manneken Pis, ou Menino Mijão, como resolvemos chamar-lhe, foi uma desilusão. Para ser curto e conciso: fomos aldrabados. Na verdade, o cidadão mais velho de Bruxelas, como é conhecido, é uma estatuazinha minúscula dum rapazinho nu, que vai deitando água — pela pilinha. Note-se que, quando dizemos minúsculo, queremos mesmo dizer minúsculo. Certas reproduções, algumas das quais em chocolate, à venda nas lojas de recordações, eram maiores do que o original!

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