Por Satoshi Kanazawa [a] [b]

Num artigo no publicado em 2008 no Times de Londres, o jornalista e antigo bicampeão olímpico de tênis de mesa Matthew Syed revelou a quantidade de sexo sem compromisso que acontece na Aldeia Olímpica, especialmente entre os nadadores.

No artigo, o Matthew Syed mostra-se inicialmente intrigado com o motivo de tanto sexo entre os atletas na Aldeia Olímpica, mas acaba por chegar à conclusão que os psicólogos evolutivos sempre souberam (e sobre a qual eu escrevi, numa colecção anterior — «Os homens agem sempre com o sexo em vista» [2]): «Será que uma das causas subjacentes à grandeza desportiva seja a mesma que produz uma tendência sexual hiperactiva?»

Naturalmente, eu não acredito em tudo o que leio num tablóide britânico (e todos os jornais britânicos são tablóides, pelos padrões americanos [3]). Mas, neste caso, eu assumo o artigo do Matthew Syed contém um núcleo de verdade, especialmente porque muito do que ele diz reflecte uma realidade inegável da psicologia evolutiva.

Por exemplo, o Matthew Syed observa que ganhar a medalha de ouro tem efeitos opostos em atletas masculinos e femininos. Ganhar a medalha de ouro aumenta tremendamente a «desejabilidade sexual» dos atletas masculinos, enquanto parece não ter efeito, ou até ter um efeito negativo, sobre a «desejabilidade sexual» das atletas femininas. «O desporto, neste aspecto, é um reflexo da sociedade em geral, onde o sucesso masculino é universalmente desejável, enquanto o sucesso feminino é sexualmente ambíguo.»

O Matthew Syed também é muito versado nas últimas descobertas científicas em matéria de psicologia e biologia evolutivas. Ele está consciente de que a testosterona aumenta simultaneamente o desejo e o desempenho sexuais, e ele está a par da descoberta de que os homens ejaculam muito mais espermatozóides durante a cópula, após terem estado longe das suas esposas ou namoradas por um período prolongado de tempo.

De qualquer forma, se o leitor estiver interessado, o melhor é ler o artigo do Matthew Syed no Times de Londres [4].


Notas:

a: Este artigo foi traduzido do original [1] pelo editor chefe (n. do T.).

b: Um agradecimento ao meu amigo e colega da blogosfera Jay Belsky, por me ter alertado para o artigo no Times de Londres e me incentivando a escrever sobre ele (n. do A.).

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