Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Sexta-feira, 5 de Agosto de 2005. O dia de hoje dividiu-se entre Bruxelas de manhã, Antuérpia à tarde e Roterdão à noite.

A manhã em Bruxelas consistiu na visita à Comissão Europeia, cujo edifício ficou muito diferente depois da remodelação a que foi submetido, para retirar o amianto; à Porta de Hal, tudo o que resta das muralhas quatrocentistas; e ao edifício em forma de átomo, por sinal em obras, que, surpreendentemente, se chama Atomium (quem lhe deu o nome não teve de se esforçar muito). O tempo esteve sempre encoberto, tendo inclusivamente chuviscado, o que prejudicou bastante o passeio.

Antes de passarmos a Antuérpia, é tempo de fazermos uma breve referência ao metro de Bruxelas e à insignificância que nos chamou a atenção. Em cada estação, existe um painel com a linha toda desenhada e várias luzinhas representando as estações, que vão acendendo para assinalar a passagem das composições. Os passageiros que esperam na estação podem, desta forma, saber onde se encontram os comboios na linha e quanto tempo mais terão de esperar.

A primeira impressão de Antuérpia foi de que é fria. Para quem vinha de Bruxelas de manga curta, foi necessário vestir apressadamente as camisolas, para compensar a descida da temperatura. A segunda impressão disse respeito à estação, um verdadeiro monumento. Foi aí mesmo que almoçámos e, já compostos, partimos para a cidade, sempre debaixo de chuva. A primeira paragem foi na Praça Henrique Conscience, rodeada por edifícios uniformes, construídos entre os séculos XVII e XIX, e pela Igreja de São Carlos Borromeu, que visitámos. Daí, prosseguimos para a Praça Maior, onde fica a colorida Câmara Municipal. Pelo caminho, encontrámos alguns dos mais de trezentos nichos com imagens de Nossa Senhora, que adornam as ruas à volta da Catedral. Por falar em Catedral, foi exactamente aí que parámos a seguir — e onde constatámos que o capitalismo chegou à Igreja Católica: para podermos entrar, tivemos de pagar dois euros. Mas valeu a pena, porque tivemos direito a uma visita guiada (que durou uma hora e meia) e a ver algumas obras de Rubens. No exterior, importa notar que uma das torres permanece inacabada, pois, durante a construção, houve um incêndio que destruiu parte da Catedral — e os chefões da altura acharam por bem reconstruir o que fora danificado, em vez de acabar de construir a torre que faltava.

Anúncios