Por Gustavo Martins-Coelho

Sexta-feira, 5 de Agosto de 2005. Saídos da Catedral de Antuérpia [1], percorremos a Vlaekensgang, mas, como estava em obras, não conseguimos apreciar os seus motivos de interesse. Lanchámos, cada um, uma típica bolacha belga, as gauffres, como são conhecidas, mesmo junto à Catedral. Depois do lanche, uma vez que já tínhamos visitado tudo o que estava planeado no centro da cidade e tendo em conta a fadiga de carregar a casa às costas, a distância a que se encontravam as restantes atracções que pretendíamos ver (bastante longe do centro) e a chuva que persistia em cair e não convidava a passear, optámos por abandonar Antuérpia e partir para Roterdão.

A pousada em Roterdão não podia estar em maior contraste com a anterior, donde saíramos. Não podemos dizer que dormimos mal — e tivemos a sorte de dormir na mesma sala com mais uma carrada de gente, pelo que não nos sentimos sozinhos. O mais difícil foi mesmo tomar banho, sendo preciso algum malabarismo da parte do Tê para que a roupa não tocasse no chão, pois este já tinha uns centímetros de água quando ele lá chegou. Como eles lá na pousada se preocupam muito connosco, obrigaram-nos a usar umas pulseirinhas amarelo-fluorescente, contendo o nome da pousada, o nosso nome (para o caso de nos esquecermos) e o número, não do quarto, dado que só havia um para toda a gente, mas da cama — tudo isto, para garantir que nos não perdíamos da nossa cama!

Sábado, 6 de Agosto de 2005. Quando nos deitámos, estava um chinês de óculos a ler o penúltimo livro do Harry Potter, no vestíbulo. Quando acordámos, estava um chinês de óculos a ler o penúltimo livro do Harry Potter, no vestíbulo.

Antes de falarmos sobre a visita a Roterdão, impõe-se um comentário: estes Holandeses são doidos. Poderíamos mencionar exemplos que provem esta nossa asserção, como o facto do Guê ter acordado com uma rapariga na cama ao lado (apesar do quarto ser exclusivamente masculino, segundo o aviso à porta), o que mostra a mente aberta deste povo, mas tal parece-nos prolixo.

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