Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Domingo, 7 de Agosto de 2005. O dia amanheceu chuvoso e cinzento e a vontade de sair era pouca. Não obstante, lá nos levantámos e saímos para conhecer Utreque. Passámos a manhã desfasados do clima: saímos desabrigados e choveu, pelo que resolvemos voltar para trás e pegar na gabardina e no guarda-chuva; voltámos a sair, desta vez devidamente protegidos da chuva, e o céu abriu-se num sol radioso.

Mas, antes disso, pudemos comprovar a pouca hospitalidade holandesa, quando comparada com a portuguesa. Chegámos ao posto de turismo ainda sem protecção para a chuva, tendo começado entretanto a chover. Pedimos à senhora, que já se encontrava no interior do estabelecimento, que nos permitisse esperar pela abertura do posto no seu interior, para não nos molharmos (de notar que o posto devia abrir às dez horas e já passavam quinze minutos). Simpaticamente, a senhora mandou-nos esperar à chuva, enquanto preparava as coisas para poder atender-nos. Certamente que em Portugal isto não aconteceria…

O primeiro ponto da visita foi a Catedral e a sua Torre. Inicialmente, era tudo um só edifício, mas um furacão ocorrido no século XV provocou o abatimento da nave central, anterior ao transepto, que nunca foi reconstruída. Fechou-se a igreja, adaptou-se a torre e do local destruído fez-se uma praça.

Depois da meia igreja, percorremos o Canal Velho, ladeado por lojas e com a particularidade de ter o cais a um nível mais baixo do que o habitual e caves por baixo da rua, que abriam para esse tal cais rebaixado, à semelhança do Canal Novo, que percorremos de seguida e que, talvez por ser mais estreito, ou mais calmo e acolhedor, nos agradou mais do que o Velho. O último ponto que visitámos em Utreque foi a Igreja de S. Pedro. Talvez por estar fechada (logo, não pudemos entrar para dar uma palavrinha ao patrono da chuva), as nuvens teimaram em acompanhar-nos e em largar umas gotas de água aqui e além, ao longo do nosso percurso até ao fim do dia.

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