Por Nuno Rodrigues

Sou defensor duma economia mista dinâmica, liberta do domínio dos monopólios, ao serviço do povo e do País. Nessa economia, sou defensor duma forte presença pública, que controle os sectores fundamentais do Estado.

É necessário que haja um sector empresarial do Estado, onde existam empresas nacionalizadas, públicas, com capitais públicos e participadas. Este sector terá de ser dinâmico, integrado e eficiente, abrangendo sectores como a banca e os seguros, além dos sectores básicos e estratégicos da economia, tal como a energia, a indústria, os transportes e as comunicações.

Estes sectores públicos são necessários, pois desempenham um papel determinante no desenvolvimento das forças produtivas e na aceleração do desenvolvimento económico do país, além de serem fundamentais para manter a coesão social.

É necessário, porém, um forte sector privado. Este deverá ser constituído por empresas de várias dimensões e em vários sectores, como na indústria, na agricultura, na pesca, no comércio, nos serviços. No entanto, devem ser destacadas as MPME (micro, pequenas e médias empresas), pelo seu peso na produção e no emprego, e as pequenas e médias explorações agrícolas, nomeadamente as familiares, pelo seu papel na produção agrícola e pecuária e na preservação do mundo rural.

O Estado e a banca devem, para tal, fomentar políticas de incentivo à criação de empresas que estejam livres de interesses privados, dos grandes grupos financeiros, para que haja, assim, libertação dos interesses que não são os do povo e da maioria da população.

Assim sendo, na minha opinião, o problema não é se o público e o privado são antagonistas, se são concorrentes ou se podem ou não ser parceiros (claro que têm de ser parceiros!), mas que o sistema capitalista está em falência e que não serve os interesses da população em geral, mas sim dum grupo de grande finança, que subjuga os países aos seus interesses.

Anúncios