Por Sara Teotónio Dinis

Sim, todos.

Todos vocês que escrevem para dizer que cumprem o que de vós se espera, mas efectivamente não pretendem fazer nada em concreto [1] — façam o favor de ir… para longe!

Todos aqueles que não vão poder fazer a sua especialidade [2] — vão provavelmente virar-se para bem longe deste nosso país!

Todos os que por cá ainda vão andando, a dar o corpo ao manifesto pela causa que silenciosamente uns outros vão minando até um dia conseguir aniquilar [3] — leia-se, o SNS —, também se hão-de fartar e ir para lá longe!

Vamos todos — para longe! Como mão-de-obra de qualidade tratada como mercadoria barata — vamos em contentores, aos magotes, em charters — para longe!

Nem ousem dizer que eu nada fiz… [4, 5, 6, 7] … e nem ousem queixar-se, se não se derem ao trabalho de responder à convocatória do órgão que vos representa [8].

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