Por Gustavo Martins-Coelho

2015122100

Há cinco anos, a comunicação social enchia-se de referências à geração «nem-nem» [1]. Para o Eurostat [2], «nem-nem» são os jovens entre os 15 e os 24 anos que não estão empregados, segundo a definição da Organização Internacional do Trabalho [3], nem a frequentar qualquer tipo de formação escolar, universitária, ou outra.

O gráfico acima contém, no eixo das abcissas, os países da União Europeia e, no eixo das ordenadas, a percentagem de jovens entre os 15 e os 24 anos que se encontra em situação «nem-nem», segundo a definição previamente referida. Cada barra corresponde a um ano, entre 2005 e 2014, permitindo ver, assim, a evolução da última década, a cada três anos. Itália era, em 2014, o país com maior percentagem (22,1 %) de jovens «nem-nem», seguida da Bulgária (20,2 %) e da Croácia (19,3 %). No extremo oposto, os Países Baixos (5,5 %), a Dinamarca (5,8 %) e o Luxemburgo (6,3 %) são os três países com menos jovens «nem-nem». Em Portugal, a percentagem de «nem-nem» era de 11,1 % em 2005, 10,2 % em 2008, 12,6 % em 2011 e 12,3 % em 2014.

Os dados provêm do Eurostat [2].

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