Por Gustavo Martins-Coelho

2016011100

O gráfico acima contém, no eixo das abcissas, os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE) [1] e, no eixo das ordenadas, a diferença salarial média entre os trabalhadores com o ensino superior, o ensino secundário completo ou um nível de ensino inferior, por sexo, em 2012 (ou o ano mais recente, para o qual há dados disponíveis, nunca anterior a 2010).

No Chile, um homem licenciado ganha, em média 3,25 vezes o salário dum trabalhador com o ensino secundário, enquanto, na Nova Zelândia, essa diferença salarial se cifra em 1,32 vezes. Por sua vez, um homem que não tenha completado o ensino secundário ganha, em média, pouco mais de metade (0,56) do salário dum homem com o ensino secundário, no Brasil, e 0,92 na Bélgica. No que diz respeito às mulheres, também no Chile, uma licenciada ganha, em média, 3,06 vezes o salário duma mulher que tenha completado o ensino secundário; na Dinamarca, uma licenciada ganha, em média, 1,28 vezes o salário duma mulher com o ensino secundário. Do lado oposto, uma trabalhadora que não tenha completado o ensino secundário ganha, em média, na Turquia, menos de metade (0,47) do salário duma mulher com o ensino secundário. Na Finlândia, a proporção equivalente é de 0,92.

No que toca a Portugal, um homem licenciado pode esperar ganhar, em média 1,74 vezes o salário dum homem com o ensino secundário; e um homem sem o ensino secundário completo ganhará, em média, 0,68 vezes esse salário. No caso das mulheres, as proporções são, respectivamente, 1,74 e 0,69.

Os dados provêm do estudo: «Education at a glance 2014» [2].

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