Por Carlos Lima

O mundo está em constante mudança. A informação a que temos acesso, através da Internet, da televisão, da rádio, dos jornais e dos meios de comunicação social em geral é imensa, pelo que fazer uma triagem é fundamental, para obter conhecimento cientificamente correcto e que ajude as pessoas a viver melhor.

A ciência também evolui, quer pelos novos instrumentos que vão conseguindo criar uma imagem mais nítida da realidade, quer através de novas vertentes do conhecimento, como foi o caso do genoma humano.

No que se refere à saúde, isto também é uma verdade absoluta. Todos os jornais, televisões e rádios têm programas dedicados, realizados ou apoiados por profissionais de saúde, regra geral especialistas. Já na Internet, essa triagem cabe ao leitor, pois existem artigos científicos, artigos de opinião bem fundamentados e artigos de opinião que não passam da opinião ignorante de quem escreve.

Dentro dos programas das rádios, das televisões, dos jornais e doutros meios de comunicação social, é preciso distinguir o que é publicidade, mais ou menos disfarçada, o que é científico e o que é criado para gerar a discussão sobre as temáticas. Três exemplos:

  1. Publicidade — a publicidade aos complexos multivitamínicos e afins, que geram em quem sofre uma pressão enorme, fazendo ignorar alguns cuidados de bom senso e levam a prejuízos económicos e de saúde. É importante referir que o problema não está na qualidade da maior parte dos produtos, mas no estímulo que a publicidade faz para o seu mau uso.
  2. Programas de discussão e novelas — as novelas e outros programas que introduzem temáticas de discussão, por vezes muito bem levantadas, mas nem sempre bem resolvidas; e aqui reforço o exemplo com uma novela que levantou a possibilidade das pessoas não se vacinarem e não vacinarem as suas crianças, ignorando o importante papel que as vacinas tiveram no controlo duma série de doenças contagiosas, poupando as pessoas à morte pela doença e a outras consequências da mesma. Quem se não lembra das muitas pessoas que ficaram limitadas nas suas capacidades, devido à poliomielite? A vacina veio reduzir a incidência da doença e é previsível que venha a erradicá-la.
  3. Programas de aconselhamento, que convidam especialistas e têm por trás uma base científica, como é o caso do «boletim polínico» da RTP que, ajuda as pessoas a conhecer melhor os riscos das alergias, a forma de evitar os alergénios e de prevenir ou minorar situações de crise alérgica.

A rubrica «Letra a letra se faz saúde», da UCC NÓS de Estarreja, emitido na Rádio Voz da Ria, quer ser uma ajuda para clarificar conceitos em saúde, deixar alertas que possam evitar comportamentos e atitudes de risco, promover a saúde na comunidade e melhorar os conhecimentos, para que a pessoa tome decisões conscientes e competentes. Vai no sentido de ajudar a manter ou recuperar a qualidade de vida e a condição de saúde, porque as rádios e os jornais locais permitem que se chegue a mais gente e complementam a intervenção directa dos técnicos de saúde.

Saúde!

Advertisements