Por Gustavo Martins-Coelho

2016031500

O gráfico acima apresenta, no eixo das abcissas, os países da União Europeia e, no eixo das ordenadas, a percentagem da população que, em 2012, referiu cada uma das línguas identificadas pelas barras (Inglês — cinzento; Francês — azul; Alemão — amarelo; Castelhano — vermelho escuro; — Mandarim — vermelho;  Italiano — verde; Russo — azul claro; e nenhuma — roxo) como sendo uma das duas línguas estrangeiras cujo domínio é mais útil.

Globalmente, a língua considerada mais útil é o Inglês, sendo identificado como língua estrangeira que vale a pena aprender por 67 % da população europeia. Seguem-se o Alemão (17 %), o Francês (16 %), o Castelhano (14 %), o Mandarim (6 %), o Italiano (5 %) e o Russo (4 %). 12 % dos Europeus consideram que aprender mais línguas estrangeiras é inútil.

O país que dá mais importância ao Inglês são os Países Baixos (95 %). O Francês é mais importante no Luxemburgo (72 %). O Alemão é preferido na Eslovénia (50 %). O país que dá maior prioridade ao Castelhano é a França (33 %). Espanha é o país onde mais pessoas acreditam na importância de aprender Mandarim (13 %). O Italiano é mais destacado em Malta (59 %). De todos os países, aquele com maior percentagem da população a reconhecer a importância do Russo é a Lituânia (62 %). Surpreendentemente, Portugal é o país onde mais pessoas responderam que aprender línguas estrangeiras é inútil (32 %). Pelo menos linguisticamente, continuamos orgulhosamente sós, ou concentrados no Inglês: 53 % das pessoas acham o Inglês uma das duas línguas estrangeiras mais úteis. Seguem-se o Francês (22 %), o Castelhano (11 %) e o Alemão (4 %).

Os dados provêm do Eurobarómetro 386 [1].

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