Por Gustavo Martins-Coelho [a]

Em 2014, vários casos de corrupção vieram a público, mas poucos resultaram em condenações — isto porque, em Portugal, segundo a ex-procuradora-geral adjunta Cândida Almeida, não há corrupção, apenas fraude…

Embora, de facto, fraude e corrupção não sejam crimes iguais, o que fica na percepção do português comum é que tanto corruptos como defraudadores se safam sempre. O escol da sociedade portuguesa é, para todos os efeitos, inimputável. Quando não são absolvidos, são salvos pela prescrição — quando não promovidos.


Nota:

a: Este artigo é um resumo do texto original da Aurora Teixeira, publicado na Revista «Visão» [1].

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