Nota do editor: este artigo é um resumo do texto original da Aimee Groth, publicado na aplicação «Quartz» [1].

Vivemos na era do culto do empreendedor [2] e procuramos a fórmula mágica [3], ou os traços de personalidade [4], que nos levam ao sucesso. Mas ignoramos que o traço mais comummente partilhado entre os empreendedores é o acesso ao capital [5] — dinheiro familiar, uma herança, ou ligações familiares ou sociais que permitam acesso a estabilidade financeira. Embora os empreendedores tenham uma tendência para o risco, é geralmente o acesso ao dinheiro [6] que lhes permite assumir esses riscos [7].

Esta é uma vantagem fundamental. Quando as necessidade básicas estão satisfeitas, é mais fácil ser-se criativo [8]; quando se sabe que se está protegido, é mais fácil querer-se correr riscos. É por isso que a maioria dos empreendedores é composta por homens brancos e com elevado nível de escolaridade [9]; e é por isso que a tomada de riscos é condicionada ao longo do tempo [4]. A persistência é, sem dúvida, um traço necessário para o sucesso. Mas a entrada do caminho tem uma barreira muito alta: o custo médio do lançamento duma nova empresa é de $30.000 [10]; e mais de 80 % desse financiamento provém das poupanças pessoais e dos amigos e da família [11].

Portanto, embora haja muito trabalho envolvido na construção dum negócio, há também muitos privilégios envolvidos — um factor que é frequentemente subestimado.

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