Por Carlos Lima

Na última semana falei da energia emocional que deriva do novo ano e que nos motiva para novas conquistas. Hoje pretendo dar continuidade, reforçando a energia que as coisas boas trazem para a nossa vida e reforçando o quanto a energia da acção pode ser motivadora.

Na química e segundo Lavoisier: «Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma». O nosso corpo é disso um bom exemplo. Transforma alimentos em energia capaz de permitir o pensamento, o movimento, etc..

Também os pensamentos positivos e as nossas acções bem-sucedidas nos trazem uma energia sem igual a que chamamos felicidade. Exemplo típico dessa energia na acção pode ser a do futebolista que marca o golo da vitória da sua equipa com o jogo a acabar. Por vezes está exausto, até já sentiu cãibras, mas naquele momento, carregou o corpo de uma tão grande energia que deu uma corrida intensíssima sem sentir qualquer desconforto, pelo contrário sentiu uma grande euforia.

Quem diz no desporto diz nos estudos quando se acaba um curso, diz na vida quando se tem algo que se desejou muito e se teve que trabalhar muito para o conseguir, ou quando se dá o regresso de alguém que nos é muito querido, ou quando se tem um filho, etc., etc..

O importante nestas circunstâncias é que a situação não se circunscreva ao momento, mas seja aproveitada para potenciar outros momentos, principalmente os do trabalho em que tentamos encontrar novas formas de motivação, mas também nas relações afectivas, potenciando a felicidade que sentimos através da partilha.

Os elogios são sempre uma força poderosa para a motivação, mas os melhores elogios vêm de dentro, pela satisfação da realização. Não valorizar o que se consegue é desperdiçar esta energia criativa e promotora de novas energias.

Estou a falar de conquistas e não de optimismo, porque existem pessoas que do pouco que fazem, acham sempre que fazem muito e outras que do muito que fazem, acham sempre que fazem pouco. O que falo é do aproveitamento da energia criada pelo que fazemos bem, para melhorar.

É verdade que fazer bem também gera responsabilidade, mas é isso que nos traz a capacidade de decisão e naturalmente as melhores decisões são as decisões responsáveis, mas por serem responsáveis não quer dizer isentas de erro, e é aqui que muita gente desperdiça a energia positiva, porque fica cativa da decisão que não conduziu ao sucesso.

Não sou apologista da aprendizagem pelo erro, mas o erro também tem energia e se soubermos transformar essa energia em potencial, como fazem os nossos neurónios então estaremos no bom caminho.

Repito a frase de Lavoisier: «Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma», agora é a cada um de nós, e de forma individual, que compete transformar toda a energia em energia positiva, mesmo que dos outros venham atitudes de reprovação ou elogios.

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