Por Carlos Lima (c/Daniela Rocha)

Com o envelhecimento da população, o consumo excessivo de produtos industrializados ricos em sal, e o excesso de peso, a população hipertensa tem vindo a aumentar.

As doenças cardiovasculares (DCV) continuam a ser, em Portugal, a principal causa de morte e responsáveis por 32% do total dos óbitos.

Em Portugal existem certa de dois mil hipertensos em que: apenas 50% sabe que sofre da patologia; 25% está medicado; 11% tem a tensão controlada.

A Hipertensão Arterial é uma doença crónica determinada por elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias, o que faz com que o coração tenha de exercer um esforço maior do que o normal para fazer circular o sangue através dos vasos sanguíneos.

Se compararmos o nosso sistema arterial a uma mangueira de borracha cheia de água, quando apertamos as extremidades, a pressão a que a água fica submetida é maior, porque o líquido circulante é o mesmo mas o espaço diminui. Podemos dizer que é o mesmo que acontece com as nossas artérias quando há substâncias circulantes que as “apertam” como, por exemplo, as que se libertam com o stress do dia-a-dia, com substâncias que inalamos do fumo do tabaco, ou o álcool em excesso. Mas também pode existir hipertensão se o volume de sangue aumentar, como acontece, com o excesso de consumo de sal (que atrai líquidos).

De fato, a Hipertensão Arterial (HTA) tende a ser bastante mais frequente em algumas famílias e, em alguns casos, a manifestar características próprias das doenças com hereditária. No entanto, isto está longe de ser uma regra.

«Muitas das características e comportamentos relacionados com tensões arteriais mais elevadas (tais como o excesso de peso, o sedentarismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, de gorduras ou de sal) tendem, também a ser mais constantes em certas famílias e a reforçar (ou aparentar) um possível comportamento genético. Em alguns casos, parece ser possível detectar um componente familiar mais significativo ou uma causa genética mais evidente. No entanto, na maioria das situações de HTA, não é possível avançar com qualquer provável componente hereditária.»

Ter excesso de peso, ser obeso, manter hábitos alcoólicos marcados, usufruir uma vida sedentária, ou seguir uma dieta pobre em fruta e verduras, facilita o aumento da Tensão Arterial (TA) em indivíduos susceptíveis. É, por isso, que, apesar de não podermos escolher os pais e não mandarmos nos nossos genes, podemos (e, muitas vezes, devemos) mudar os hábitos ou estilos de vida que facilitam a subida da TA, apressam o diagnóstico de HTA ou favorecem no desenvolvimento das suas complicações.

O que deve fazer um hipertenso?

«Sabemos que o desenvolvimento da doença hipertensiva pode, em grande parte, evitar-se, prevenindo o estabelecimento da obesidade, adoptando uma alimentação apropriada, diminuindo os níveis de sal nos alimentos, mantendo uma actividade física regular.»

  1 – Avaliar regularmente a Tensão Arterial

«Toda a população adulta (maior de 18 anos) deveria medir a TA pelo menos uma vez por ano.»

É que mesmo tendo a TA normal num determinado momento, como a TA aumenta com a idade, há que avaliá-la periodicamente (por exemplo, uma vez por ano) para detectar qualquer tendência para a sua subida.

A população obesa, diabética, ou fumadora deverá ter um controlo mais frequente e de acordo com as indicações médicas.

2 – Prática de Actividade Física

«Quando fazemos exercício físico regularmente, andar a pé em marcha acelerada, 30 minutos três vezes por semana, há grandes benefícios para a saúde, consegue-se uma descida dos valores tensionais, ainda que ligeiros, no próprio dia do exercício (em comparação a um dia sem exercício) e, a longo prazo, contribui para uma descida sustentada da TA.»

O recomendado para a pessoa hipertensa é que faça exercício através de movimentos cíclicos como natação, marcha, corrida, dança, etc. Desde já reforçar que deverá evitar esforços físicos bruscos, como levantar pesos, deslocar objectos pesados, etc.

O exercício físico regular também dá bem estar, sentimo-nos mais relaxados, dormimos melhor, activamos o pensamento, o ouvido, os reflexos e pode ainda diminuir o colesterol e o açúcar no sangue. O exercício também ajuda a emagrecer, ou a substituir as células gordas (que produzem substâncias prejudiciais ao organismo) por células musculares, mesmo que o peso não se altere muito, e ajuda a prevenir a osteoporose.

3 – Comer de forma Saudável

A HTA é, também em Portugal, uma doença muito prevalente e desde sempre com níveis de conhecimento, tratamento e controlo muito longe dos objectivos que são os ideais para uma melhor saúde da população.

«A população adulta portuguesa tem um consumo médio de sal de 10,7 g/dia, muito acima do valor máximo diário recomendado pela Organização Mundial de Saúde, sendo que o recomendado é 5 g/dia.»

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O elevado consumo de sal está fortemente relacionado com a hipertensão arterial, pelo que uma alimentação adequada é um dos pilares fundamentais, quer na prevenção quer no seu tratamento.

Existem certos alimentos que devem ser evitados ou eliminados da alimentação, tais como: enlatados, enchidos, comidas pré-preparadas, aperitivos, águas minerais com gás, bebidas alcoólicas e sal de mesa.

Uma forma de reduzir a quantidade de sal que ingere diariamente (uma vez que, a população portuguesa apresenta um consumo excessivo), é trocar o sal marinho pelo sal de ervas aromáticas.

Sal de Ervas Aromáticas

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As ervas aromáticas ou ervas-de-cheiro são plantas, geralmente de pequenas dimensões, que apresentam diversas utilizações e propriedades. Devido à sua composição nutricional e funções que desempenham na saúde, as ervas aromáticas são um excelente substituto do sal (cloreto de sódio), atribuindo sabores, aromas e cor às refeições.

Reforça-se, por isto, a necessidade de alterações de comportamentos, quer no que diz respeito à exigência, pelo consumidor, da disponibilização de alimentos com menores teores de sal, quer no que diz respeito a um menor uso doméstico de sal, recorrendo ao uso de ervas aromáticas.

A utilização de ervas aromáticas poderá influenciar dupla e positivamente a saúde, quer pela redução da quantidade de sal na dieta, quer pelas propriedades benéficas que apresentam para a saúde. Esses benefícios incluem um possível papel na prevenção de doenças neurodegenerativas, cancro, assim como na diabetes e doenças cardiovasculares.

Portanto, troque o seu sal marinho, por sal de ervas aromáticas.

 

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